O ENFERMEIRO EM FORMAÇÃO E O USO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: Revisão Integrativa
Resumo
Introdução: A Inteligência Artificial apresenta crescente inserção na formação em saúde, através de ferramentascomo inteligência artificial generativa, chatbots, sistemas de simulação e recursos voltados à personalização daaprendizagem. No ensino da enfermagem, especificamente, essas tecnologias destacam-se como aliadaspromissoras para estimular o raciocínio clínico, otimizando a tomada de decisão e aproximando a teoria daprática profissional. Todavia, a rápida adoção dessas inovações exige uma compreensão mais clara sobre comoestão sendo estruturadas nos currículos e quais os seus reais impactos acadêmicos. Objetivo: Analisar aprodução científica acerca do uso da Inteligência Artificial no processo de ensino-aprendizagem da graduaçãoem Enfermagem, identificando suas principais ferramentas, benefícios e implicações. Metodologia: Trata-se deuma revisão integrativa, com abordagem qualitativa. A busca foi realizada nas bases Biblioteca Virtual em Saúdee Medical Literature Analysis and Retrieval System Online, utilizou-se os descritores “Students, Nursing”,“Artificial Intelligence” e “Learning”, combinados pelo operador booleano AND. Foram incluídos artigospublicados nos últimos cinco anos, disponíveis na íntegra, nos idiomas português e inglês. Foram excluídosregistros duplicados entre as bases de dados; estudos não gratuitos e estudos que não contemplassem a questãonorteadora Resultados: Foram identificados 337 estudos, após aplicação dos critérios de elegibilidaderesultaram em 24 artigos para análise. Quanto às metodologias empregadas, observou-se predominância dosestudos transversais e qualitativos, correspondendo a 29,2% (n=7) da amostra cada. Observou-se que a Chinaconcentrou de forma individual 37,5% (n=9) dos artigos analisados, mesma proporção correspondente aoagrupamento das publicações dos demais países. As principais ferramentas foram ChatGPT e outros modelos delinguagem generativa, chatbots educacionais, tutores digitais, sistemas de simulação com inteligência artificial eplataformas de realidade virtual, utilizadas como recursos complementares ao ensino. Quanto aos benefíciosdestacam-se o raciocínio clínico, pensamento crítico, autoeficácia, engajamento e personalização daaprendizagem. Observaram-se limitações associadas à dependência tecnológica, informações incorretas eansiedade. As implicações apontam para uma necessária transformação no modelo de ensino, exigindoletramento digital e adaptação curricular para garantir a IA como facilitadora do raciocínio clínico, sem substituiro julgamento humano ou gerar dependência tecnológica. Conclusão: A IA apresenta potencial como ferramentacomplementar ao ensino-aprendizagem em Enfermagem, porém sua utilização requer orientação, mediaçãodocente e desenvolvimento de competências para um uso crítico, ético e responsável.Downloads
Publicado
03-11-2026
Edição
Seção
Artigos
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